As mulheres não matam como os homens. É desta forma que o 20 minutos inicia a sua reportagem sobre as cinco criminosas mais perigosas de Espanha.
Segundo esta publicação, os motivos que movem as mulheres são diferentes, sendo sobretudo o dinheiro ou o desejo de vingança.
E estas são as cinco assassinas mais perigosas de Espanha.
O crime da cabeça
A 29 de setembro de 2019, uma mulher, de Castro Urdiales, em Cantabria, ligava para as autoridades para alertar para o facto de ter encontrado aquilo que acreditava ser um crânio guardado na sua casa.
O resto mortal estava dentro de uma mala que uma amiga lhe tinha pedido para guardar meses antes.
O crânio pertencia a Jesús Mari Baranda, homem que a mulher alegava ter ido viajar em fevereiro e nunca mais ter dado sinais de vida. O seu desaparecimento foi dado em abril por familiares. A investigação que se seguiu viria a revelar que, segundo a geolocalização do seu telemóvel, o homem nunca tinha saído de Cantabria.
E numa vistoria à sua casa, a polícia viria a encontrar o seu testamento, dinheiro e, apesar das várias tentativas de limpar dados do computador, as autoridades viriam a descobrir que alguém fizera pesquisas online sobre como reclamar uma herança depois da morte, quanto tempo um corpo demorava a decompor-se e ainda registos de compra de uma motoserra.
Carmen Merino, a sua mulher, negou ser a assassina, mas acabou por ser a única condenada no caso. A polícia suspeita que tenha tido a ajuda de alguém e o suspeito é o filho do casal, que na altura passava por dificuldades financeiras, mas no momento do julgamento a mulher não o denunciou e acabou por ser a única culpada, sentenciada a 15 anos de prisão.
A assassina do Bidão
A 13 de maio de 2016, banhistas encontraram um bidão, com um corpo, na Gran Canaria. A vitima era Daniel, homem que havia sido morto em terra e depois atirado ao mar.
A notícia espalhou-se como fogo e um habitante local foi à esquadra da polícia denunciar uma mulher que lhe tinha pedido emprestado um carrinho de mão para transportar um cão morto num barril. O carrinho de mão não era para Verónica, mas para a sua amiga Sira Quevedo. Ou Maria. Uma mulher polícia. Ou hospedeira de bordo. Depende, porque a sua identidade variava consoante a pessoa a quem se perguntava. Os agentes não demoraram muito a descobrir que esta mulher era uma vigarista.
Fazia de tudo por dinheiro. Neste caso, Sira decidiu vender o carro de Daniel sem o seu conhecimento. Quando ele descobriu, discutiram. Ela decidiu matá-lo e fugir com o dinheiro. Foi apanhada e condenada a 28 anos de prisão.
A chefe assassina
A 20 de fevereiro de 2008 uma empregada de limpeza encontrou o cadáver de uma mulher nua, com um saco de plástico na cabeça, num quarto de hotel em Barcelona. A polícia suspeitou inicialmente que se tratara de um jogo sexual que não correra bem, mas havia algo que não batia certo.
O namorado foi o primeiro a ser contactado pela polícia que revelou que naquela noite a namorada, Ana Páez, tinha ido jantar com uma amiga, Angie. Esta negou a alegação, mas as provas iriam jogar contra ela.
Angie tinha sido chefe de Ana. Era uma mulher poderosa, que vivia de luxos, e cujo marido morrera uns meses antes. Alugara aquele quarto de hotel em nome de Ana e foi vista em câmaras de videovigilância a fazer-se passar pela vítima para tratar de questões de seguros.
Foi condenada a 22 anos de prisão e reabriu-se uma investigação à morte do seu marido, para saber se ela teria alguma envolvimento.
A viúva negra
Francisco foi encontrado morto a 8 de março de 2018 em sua casa, pela sua irmã. O seu corpo foi encontrado com as mãos e os pés atados, amordaçado. Estava morto há dias.
A primeira ideia foi que se tratara de um ajuste de contas ou um assalto, mas o criminoso deu-se ao trabalho de trancar a porta quando saiu. Assim, havia duas suspeitas: ou tinha sido a sua namorada Verónica ou a sua amiga Pupita, ambas com personalidades complicadas e envolvidas em negócios criminosos.
"És tão fixe, és uma viúva negra, mesmo morta continuarás a matar". Foi esta troca de mensagens com um amigo que denunciariam Verónica. Já presa, a mulher acabaria por assumir a autoria do crime. Queria herdar os bens de Francisco.
Matar sem sujar as mãos
Maje ficou conhecida por ter matado o marido sem ter de sujar as mãos. Para isso, aliciou um colega de trabalho. Fingiu estar apaixonada por ele e alegou que o seu marido Antonio era um homem violento.
Salva acabou por matar Antonio, e Maje quase que conseguiu os seus intentos: lucrar com os seguros do marido.
Maje usou o título de 'mulher fatal' para enganar o homem mais pacifico de sempre. Ele foi condenado a 5 anos e ela a 22.
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