Kyiv intensificou os ataques aéreos contra instalações militares e energéticas em território russo nos últimos meses, uma campanha levada a cabo em resposta ao bombardeamento da Rússia contra as cidades e a rede elétrica ucranianas.
Num comunicado, o ministério disse que as forças de defesa aérea "intercetaram e destruíram 128 'drones' aéreos ucranianos durante a noite", incluindo 83 sobre a região de Krasnodar (sudoeste) e 30 sobre a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
Além da região de Krasnodar, conhecida pelos seus resorts no mar Negro, os ataques com 'drones' também visaram as regiões russas de Bryansk e Kursk, que fazem fronteira com a Ucrânia, disse o ministério.
Nem as autoridades russas nem os meios de comunicação avançaram até ao momento com qualquer dano significativo ligado a este ataque de 'drones'.
Também hoje, as autoridades da província de Donetsk, no leste da Ucrânia, disseram que pelo menos uma pessoa morreu e outras 16 ficaram feridas num ataque russo.
O governador de Donetsk, Vadim Filashkin, disse na plataforma de mensagens Telegram que entre os feridos estavam quatro crianças entre os 8 e os 17 anos e alertou que "provavelmente ainda há pessoas presas sob os escombros do edifício, pois a operação de busca e salvamento está em curso".
Filashkin voltou a apelar à população civil para se retirar "para as regiões mais seguras da Ucrânia". "A retirada salva vidas", acrescentou.
Donetsk, juntamente com Kherson, Luhansk e Zaporijia --- todas parcialmente ocupadas durante a invasão --- foram anexadas pela Rússia em outubro de 2022, uma medida não reconhecida pela comunidade internacional.
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