Um novo estudo da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que os ratos são capazes de fazer manobras de reanimação uns aos outros.
Esta capacidade, de acordo com as conclusões da investigação que foram publicadas no final da semana passada, na revista Science, vem da "herança mamífera", que faz com que tenham uma "inclinação natural" para ajudar os outros animais da mesma espécie.
Os cientistas explicaram que, na prática, os "primeiros-socorros" feitos pelos ratos consistem em mordidelas e em puxar a língua, alargando as vias respiratórias dos roedores que estão inconscientes e permitindo que recuperem mais rapidamente.
Este tipo de comportamentos, em situações que exigem salvamentos, estavam comprovados cientificamente em mamíferos com cérebros maiores, como os golfinhos e os elefantes. Sobre o caso concreto dos ratos sabia-se que ajudam outros roedores, da mesma espécie, quando estão encurralados e agora pretende-se estudar, em pormenor, estas técnicas de "primeiros-socorros" nestes mamíferos mais pequenos.
"As nossas descobertas sugerem, portanto, que os animais exibem respostas de emergência semelhantes à reanimação e que ajudar membros do grupo que estão inconscientes pode ser um comportamento inato amplamente presente entre animais sociais", pode ler-se na conclusão do estudo.
Em reação a esta nova investigação, os neurocientistas William Sheeran e Zoe Donaldson, citados pelo site Science Alert, afirmaram que "estas descobertas aumentam a evidência de que o impulso para ajudar os outros em estados de extrema angústia é partilhado por muitas espécies".
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