Segundo o Qatar, Israel "deve comprometer-se a permitir que as Nações Unidas e outras organizações internacionais, em particular a agência para os refugiados no Médio Oriente (UNRWA), operem em Israel e nos territórios palestinianos ocupados".
No documento, reproduzido pela agência noticiosa oficial do Qatar QNA, Doha referiu a necessidade de Israel se comprometer a "permitir e facilitar os programas de socorro e a distribuição de ajuda vital".
Destacou, em particular, alimentos, vestuário e material médico, "sem obstruir o trabalho das Nações Unidas ou de outras organizações".
Apelou igualmente à revogação da legislação aprovada pelo Parlamento israelita em 28 de outubro de 2024, que proíbe as atividades da UNRWA em Israel e em Jerusalém Oriental e impede qualquer forma de contacto com as autoridades israelitas.
O Qatar "manifesta a sua confiança em que o parecer do tribunal clarifique estas questões jurídicas cruciais",referiu no memorando, citado pela agência espanhola Europa Press.
O objetivo é "garantir os meios de subsistência do povo palestiniano e o seu direito inalienável à autodeterminação", acrescentou.
O Qatar é um dos países que estão envolvidos nas negociações do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, cuja primeira fase termina no sábado, juntamente com o Egito e Arábia Saudita.
O cessar-fogo em vigor desde 19 de janeiro interrompeu 15 meses de combates em Gaza, no âmbito da ofensiva lançada por Israel depois de ter sofrido um ataque do Hamas em 07 de outubro de 2023.
No ataque sem precedentes, os militantes do Hamas e de outros grupos radicais mataram cerca de 1.200 pessoas em Israel e raptaram mais de 250 que levaram para Gaza como reféns, segundo as autoridades israelitas.
A retaliação israelita fez mais de 48.300 mortos em Gaza, de acordo com o Hamas.
Com sede em Haia, nos Países Baixos, o Tribunal Internacional de Justiça é o principal órgão judicial das Nações Unidas.
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