As zonas da fronteira sofreram uma destruição generalizada durante a guerra de 14 meses entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão.
"Prometemos um regresso seguro às vossas casas o mais rapidamente possível", disse Salam na cidade portuária de Tiro, no sul do país, durante um encontro com residentes da aldeia fronteiriça de Dheira.
"Este é o primeiro dia de trabalho efetivo do Governo. Saudamos o exército e os seus mártires", afirmou Salam, citado pela agência norte-americana AP.
A visita ocorre dois dias depois de Salam ter obtido um voto de confiança no parlamento.
Os membros do bloco do Hezbollah votaram a favor do Governo, apesar de o executivo afirmar na declaração política aprovada que só o exército nacional tem o direito de defender o país em caso de guerra.
A declaração foi um golpe para o grupo militante, que se manteve armado durante as últimas décadas sob a alegação de que era necessário defender o Líbano contra Israel.
Israel retirou as suas tropas de grande parte da zona fronteiriça no início deste mês, mas deixou cinco postos de vigia dentro do Líbano.
As autoridades libanesas consideraram a decisão como uma violação do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos que entrou em vigor a 27 de novembro, pondo fim à guerra.
Salam disse que o Governo está a reunir apoio árabe e internacional para "forçar o inimigo a retirar" das terras ocupadas e dos chamados cinco pontos.
"Não há estabilidade real e duradoura sem a retirada total de Israel", afirmou.
O Hezbollah começou a disparar foguetes através da fronteira em 08 de outubro de 2023, um dia depois do ataque liderado pelo Hamas no sul de Israel que desencadeou a guerra em Gaza.
Israel respondeu com bombardeamentos e ataques aéreos no Líbano e as duas partes entraram num conflito crescente que se transformou numa guerra total no final de setembro.
Mais de 4.000 pessoas foram mortas no Líbano e mais de um milhão foram deslocadas no auge do conflito, das quais mais de 100.000 não puderam regressar a casa.
Do lado israelita, dezenas de pessoas foram mortas e cerca de 60.000 continuam deslocadas.
Os restos mortais de dezenas de pessoas mortas durante a guerra e temporariamente enterradas foram levados hoje para a aldeia fronteiriça de Aitaroun, onde se realizou um enterro oficial.
Durante a visita, Salam elogiou a força de manutenção da paz da ONU, conhecida como UNIFIL, que está posicionada ao longo da fronteira entre o Líbano e Israel desde 1978.
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