O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os países europeus tiveram um "acordar cruel" para a necessidade de investir mais em segurança, com a guerra na Ucrânia, e pediu que, agora, o velho continente se veja como uma "verdadeira potência que tome o controlo do seu destino".
"Não somos totalmente europeus quando se fala em segurança. Agora acordamos, um acordar cruel, e vemos que o aspeto político se sobrepôs à economia. Precisamos de retirar as taxas que nos colocamos a nós mesmos, simplificar. A Comissão Europeia começou a fazê-lo, mas é preciso ir mais longe, mais rapidamente. Isto acompanha-se com o mercado único, que é a mais bela das simplificações", defendeu Macron, numa intervenção que encerrou o seminário económico Portugal-França, no Palácio da Bolsa, no Porto.
Dirigindo-se diretamente aos empresários presentes no seminário, Macron pediu-lhes para serem "competitivos", sem esquecerem os "aspetos climáticos".
"Vós, empresários, têm também uma função especial a representar. É hora de uma Europa mais independente e soberana, mas sem ser fechada aos outros", acrescentou o presidente francês.
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