Ex-dissidente soviético condenado a 16 anos de prisão por apoiar Kyiv

A justiça russa condenou hoje o antigo dissidente soviético Alexandr Skobov a 16 anos de prisão por "justificar o terrorismo" ao ter apoiado a Ucrânia no início da guerra em 2022.

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Lusa
21/03/2025 13:08 ‧ há 5 horas por Lusa

Mundo

Ucrânia/Rússia

"Hoje, vão perguntar-me se me declaro culpado, mas aqui culpo-vos a vós. Culpo o grupo dirigente de Putin [Presidente da Rússia], que tresanda a cadáveres", disse Skobov durante a sentença, citado pelo meio de comunicação social russo independente Mediazona.

 

O dissidente, de 67 anos, que foi detido há quase um ano, acusou o regime de Putin de "preparar e levar a cabo uma guerra agressiva e criminosa na Ucrânia, terror político na Rússia e corrupção" do povo russo.

"Por isso, pergunto aqui aos subordinados do regime de Putin, que são as pequenas rodas e engrenagens da sua máquina repressiva: declaram-se culpados de colaborar com os crimes de Putin, arrependem-se da sua cumplicidade?", declarou no tribunal.

Skobov foi inicialmente detido por participar no Fórum Rússia Livre, organizado pelo dissidente político e jogador de xadrez Gari Kasparov.

No contexto da condenação, Skobov disse que a organização de Gasparov foi declarada indesejável e não terrorista.

Na altura da detenção, afirmou apoiar a Ucrânia e apelou à morte do "assassino Putin".

Skobov é um conhecido dissidente político que foi preso pela primeira vez em 1978, altura em que foi enviado para um centro psiquiátrico por distribuir propaganda antissoviética.

Na altura, apelava ao fim da "ditadura dos funcionários e à construção de um verdadeiro comunismo humano", segundo a agência espanhola EFE.

O internamento em hospitais psiquiátricos era uma prática comum das autoridades soviéticas contra aqueles que se opunham ao sistema.

Skobov manteve a posição pacifista durante a primeira guerra da Chechénia (1994-1996) com proclamações ativas contra o conflito.

Reforçou a posição pacifista desde o início do conflito no leste da Ucrânia em 2014, quando manifestou apoio a Kiev.

Nesse mesmo ano, foi vítima de um assalto, durante o qual foi espancado e esfaqueado várias vezes.

Devido ao apoio à Ucrânia, foi declarado "agente estrangeiro" pelas autoridades russas no início de 2024.

Leia Também: Rússia reafirma empenho no tratado militar com a Coreia do Norte

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