Os combatentes pertencem à chamada força "cinturão de segurança", treinada e equipada pelos Emirados Árabes Unidos.
Estes aspiram a criar um Iémen do Sul independente, como era até 1990.
"Quatro combatentes morreram e outros seis ficaram feridos na explosão de um artefato explosivo improvisado durante a passagem de um veículo militar" durante uma operação contra a Al-Qaeda na Península Arábica (Aqpa) em Abyane, explicou uma autoridade de segurança que falou à agência France-Presse (AFP) sob condição de anonimato.
"Dois outros sucumbiram aos ferimentos", acrescentou a mesma fonte posteriomente.
Uma segunda fonte de segurança, que também pediu anonimato, confirmou este novo relatório à AFP.
Em 06 de setembro, 21 combatentes separatistas e 6 membros da Al-Qaeda foram mortos num ataque da Aqpa em Abyane, o mais sangrento em vários meses neste país em guerra, que vive uma relativa calma.
O Iémen é devastado desde 2014 por um conflito entre rebeldes houthis, próximos ao Irão, e forças do governo, apoiadas por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita e que inclui os Emirados.
Os houthis controlam a capital Sanaa e grandes extensões de território no norte e oeste do país.
Uma frágil trégua entrou em vigor em abril, mas o campo anti-houthi inclui forças heterogéneas, como os combatentes separatistas da força "Cinturão de Segurança", responsável por proteger as regiões do sul, que, com acesso ao mar e ao Corno de África, interessam especialmente aos Emirados.
O caos causado pela guerra também beneficiou a Al-Qaeda, que fortaleceu a sua presença no sul do país.
Segundo a ONU, a guerra no Iémen já causou centenas de milhares de mortos e milhões de deslocados, com dois terços da população a necessitar de ajuda humanitária.
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