Posições dos EUA após reunião Macron/Trump úteis para preparar decisões

O presidente do Conselho Europeu considerou hoje que foi "muito útil" conhecer as posições dos Estados Unidos da América (EUA) para preparar as decisões da União Europeia sobre a Ucrânia e segurança.

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© Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images

Lusa
26/02/2025 11:23 ‧ há 3 horas por Lusa

Mundo

António Costa

"Na sequência do trabalho feito em coordenação europeia, hoje o Presidente [de França] Emmanuel Macron informou os líderes da UE sobre o encontro com [o Presidente dos EUA] Donald Trump no início da semana, em Washington. Foi muito útil para preparar o Conselho Europeu extraordinário de 06 de março", escreveu António Costa nas redes sociais.

 

O presidente do Conselho Europeu acrescentou que os 27 países do bloco comunitário podem começar a preparar as "decisões sobre o apoio à Ucrânia" e o reforço da segurança da EU.

Os líderes da UE reuniram-se hoje por videoconferência para conhecer os detalhes do encontro entre o Presidente de França e o homólogo dos EUA, na segunda-feira.

António Costa convocou na terça-feira esta reunião por videoconferência para preparar uma cimeira extraordinária, na próxima semana, com o objetivo de enfrentar a alteração de postura da Casa Branca.

O encontrou realizou-se no dia do terceiro aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia e foi a principal questão abordada.

Imagens transmitidas do encontro entre os dois presidentes mostraram Donald Trump a dizer que todo o apoio da UE à Ucrânia foi feito sob empréstimos com Macron a corrigir o homólogo dos EUA.

"Na realidade, pagámos 60% do esforço total e foi, tal como fizeram os EUA, com empréstimos e subvenções, providenciámos dinheiro real. Esta guerra custou-nos, a todos, muito dinheiro, e é responsabilidade da Rússia, porque o agressor é a Rússia", disse o chefe de Estado francês.

Emmanuel Macron é o primeiro líder da União Europeia a visitar os Estados Unidos da América desde a tomada de posse de Trump, numa altura em que Washington e Moscovo iniciaram negociações preliminares para um cessar-fogo na Ucrânia e um eventual acordo de paz, em reuniões que excluíram a União Europeia e o país invadido.

Depois de responsabilizar a Ucrânia pela invasão da Federação Russa, que começou em 22 de fevereiro de 2022, Donald Trump disse, na segunda-feira, que espera uma visita de Volodymyr Zelensky para fechar um acordo sobre a partilha das receitas sobre os minerais ucranianos.

Leia Também: Macron vem a Portugal assinar acordos bilaterais e aprofundar relações

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