"Ministra da Saúde está a mais no Governo. Devia ter-se demitido ontem"

A líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, defendeu que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, está "a mais no Governo há muito tempo". Quanto ao partido que lidera, Mortágua disse está pronta para ser reconduzida, em maio.

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© Getty Images/ Horacio Villalobos

Notícias ao Minuto
27/02/2025 23:30 ‧ há 7 horas por Notícias ao Minuto

Política

Bloco de Esquerda

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, reforçou, esta quinta-feira, que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins já devia ter-se demitido, uma ideia já defendida hoje, já no âmbito dos resultados preliminares do relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), que aponta falhas na tutela.

 

"Acho que a ministra se devia ter demitido ontem. Está a mais no Governo há muito tempo. E não é só por este caso, este relatório, embora este seja particularmente grave. A ministra sabia das condições do INEM, das horas extra, de quem trabalha no INEM, sabia que iria haver uma greve, não informa o INEM e no dia da greve diz-se muito surpreendida com as consequências", defendeu, numa entrevista à SIC Notícias.

A bloquista aponta que a situação é um comportamento "reiterado" da governante, de "passar as culpas para baixo, para cima, para o lado", dado que "até culpou" a direção do INEM e trabalhadores.

Sublinhando que acha que a situação não é "só incompetência", Mariana Mortágua referiu também que se trata de um "desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde", com ideias que têm vindo a ser trazidas e futura junção de parcerias público-privadas.

"É grave e indecente que um Governo tenha ficado a assistir e culpado os trabalhadores", atirou, explicando que a "única razão" pela qual o Bloco de Esquerda não chamou a ministra é porque "tem esperança de que ela esteja fora do Governo antes", afirmou.

Note-se que a ministra da Saúde referiu que era preciso esperar pelos resultados finais, assim como por outros relatórios que estão a ser elaborados, nomeadamente sobre as mortes que aconteceram por alegada falta de assistência do INEM, para tirar "ilações políticas". Aos jornalistas, esta tarde, disse que jamais "se furtará a responsabilidades". Para Mortágua, estes resultados já são "mais do que suficientes para a saída" de Ana Paula Martins.

Recondução no cargo?

Quanto aos casos de despedimentos que têm 'manchado' o BE, Mortágua rejeitou que houvesse alguma contradição quanto ao trabalho do partido. "De todo. Nenhuma contradição. O Bloco depende do financiamento público, quando este é mais reduzido - neste caso, para metade -, não conseguimos manter a estrutura que tínhamos. E é por isso que as comissões de serviço terminam", afirmou, explicando que com as pessoas que tinham sido mães há pouco tempo "houve um acordo", que lhes permitisse uma "remuneração durante mais oito meses"

Rejeitando a comparação com uma empresa, Mortágua disse que "que não achava que era criticável a tentativa de proteger estas trabalhadores". Mortágua afirmou ainda que comparar um partido a uma empresa "não fazia sentido", nomeadamente, porque um partido político "não tem fins lucrativos, ninguém retira dinheiro do BE" e o financiamento vai "variando consoante as eleições".

Mortágua não rejeitou que a situação não voltasse a acontecer, quando questionada, dando conta de que "a estrutura do Bloco depende do financiamento público".

Confrontada com a saída de vários militantes do Bloco de Esquerda e organização que tem vindo a acontecer contra a direção, Mariana Mortágua explica que o afastamento político do grupo é "anterior" a este caso dos despedimentos. Mas afirmou: "Recebemos 14 pedidos de desvinculação de Portalegre. Longe dos 70 anunciados".

"Não sinto um mal-estar no partido. Sinto que há partido com pluralidade", apontou.

Já questionada sobre se sentia quer tinha condições para ser reconduzida no cargo afirmou: "Sinto que tenho condições, mas essa decisão vai ser tomada pelos militantes em maio".

Leia Também: INEM? Ministra "agirá em conformidade com as recomendações" da IGAS

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