Wall Street cai com política comercial de Trump e a relativizar Nvidia

A bolsa nova-iorquina encerrou esta quinta-feira em forte baixa, com a política comercial de Donald Trump a continuar a minar o mercado e os investidores a relativizarem os resultados da Nvidia divulgados na véspera.

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Lusa
27/02/2025 23:35 ‧ há 7 horas por Lusa

Economia

Bolsas

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,45%, o tecnológico Nasdaq recuou 2,78% e o alargado S&P500 desvalorizou 1,59%.

 

A Nvidia, segunda capitalização bolsista mundial, baixou 8,48% e perdeu mais de 250 mil milhões de dólares de capitalização no dia seguinte a ter divulgado os seus resultados.

"Os resultados da Nvidia eram muito esperados (...) e foram sólidos", comentou Victoria Fernandez, da Crossmark Global Investments, em declarações à AFP.

"Mas não foi um relatório 'fantástico'. Os investidores talvez estivessem com expectativas demasiado elevadas", acrescentou.

O grupo de Santa Clara, no Estado da Califórnia, apresentou um crescimento homólogo do lucro de 80%, para os 22,1 mil milhões de dólares, relativo ao trimestre novembro-janeiro. E mostrou-se confiante quanto à procura de semicondutores.

Mas nas últimas semanas Wall Street tem-se inquietado com as perspetivas de crescimento dos setores ligados ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

Os receios aumentaram com o lançamento, no final de janeiro, da plataforma de IA generativa da chinesa DeepSeek, desenvolvida sem o microprocessador vedeta da Nvidia, o H100, e apenas com outros com desempenho menor.

A desvalorização da Nvidia contagiou similares, como Broadcom (-7,11%), Qualcomm (-4,73%), AMD (-4,96%), Micron (-6,03%) ou Intel (-1,83%), bem como as mega capitalizações como Apple (-1,19%), Microsoft (-1,80%) ou Alphabet (-2,57%).

"Com este ambiente, onde (os operadores de mercado) estão muito preocupados com o crescimento, as taxas alfandegárias (...) e muita incerteza, não me surpreende ver o mercado reagir desta maneira", destacou Victoria Fernandez.

Os investidores e as empresas "querem poder tomar decisões sabendo o que os espera, para se poderem posicionar, o que não podem fazer agora", acrescentou.

Leia Também: Wall Street hesita após resultados da Nvidia e ameaças de Trump

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