Em causa está o projeto de alargamento da ferrovia entre Contumil (Porto) e Ermesinde (Valongo), que envolve também a requalificação das estações de Rio Tinto (Gondomar) e do apeadeiro de Águas Santas/Palmilheira (Maia).
No âmbito da requalificação da estação de Rio Tinto, o projeto propõe a construção de um "segundo ponto de interface, junto ao parque de estacionamento" novo de 264 lugares junto à estação, onde atualmente estão terrenos agrícolas.
Trata-se de uma plataforma elevada com miradouro ao nível da Praça da Estação, com vista para a alameda pedonal e para o parque de estacionamento que se desenvolverá em socalcos até perto da estação de metro de Campainha.
Sob o miradouro, será também criada uma zona de passagem abrigada entre a entrada do parque de estacionamento e o acesso por escadas à estação, havendo também uma zona de tomada e largada de passageiros. Haverá também uma rampa de acesso.
"Do parque em si, haverá que referir para além do acesso pedonal por escadas entre cotas deste e o interface, a possibilidade de instalação futura de um núcleo de ascensor, bem como maximizando a localização eventual de instalações sanitárias de apoio, técnicas ou mesmo bilhética", refere o projeto de arquitetura do parque de estacionamento.
Em termos paisagísticos, o projeto "assenta na criação de maciços arbustivos (de folha perene) e alinhamentos de árvores (de folha persistente e caduca) nas áreas adjacentes ao estacionamento (áreas de confrontação com os lotes vizinhos), criando filtros vegetais que mitiguem a presença de muros e o efeito de 'traseira' do espaço".
Quanto à alameda pedonal entre estações, dará "continuidade à intervenção paisagística já existente na envolvente da plataforma do metro do Porto (estação de Campainha)" e proporcionará "uma mesma leitura de paisagem entre a estação de comboio e a estação de metro", privilegiando a criação de sombras.
Está ainda prevista a instalação de uma ponte de madeira sobre o rio Tinto.
Já na estação de Rio Tinto, com o alargamento da atual passagem inferior rodoviária (PIR), esta albergará tanto a passagem para carros como para peões e bicicletas, servindo também como acesso inferior aos cais estação, agora com quatro linhas.
"Dimensionou-se esta construção aproveitando a oportunidade física construtiva para constituir novo canal pedonal público e permanente, que incluirá uma ciclovia (...), de forma autónoma do espaço/corredor de acesso às plataformas", pode ler-se nos documentos do projeto consultados pela Lusa.
Quanto à ligação ao atual lado poente da estação, onde está o seu edifício principal, consistirá numa rampa que "obrigará ao atravessamento interior do existente edifício cais coberto [armazém da estação] adossado a uma das fachadas", sendo neste edifício também colocadas as novas salas de equipamento técnico, "ocupando a parte sul/poente ao nível térreo", podendo também ser criado um espaço cultural no remanescente do edifício.
Nas plataformas, "as atuais coberturas serão removidas dado o novo conceito de estação, sendo construídos abrigos em número maior ao existente, integrando e protegendo da chuva e intempéries os novos núcleos de acesso e elevação às plataformas de cais", refere o projeto de arquitetura.
Os abrigos "terão a capacidade máxima de 20 lugares de passageiros sendo um para PMR [pessoas de mobilidade reduzida], providos de todo o mobiliário necessário incluindo os respetivos equipamentos de venda e obliteração de bilhetes, papeleiras bancos e informação ao público".
O concurso público para executar a empreitada foi lançado na quarta-feira e tem o valor de 150 milhões de euros.
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