Os projetos de resolução do Bloco de Esquerda, do Livre, do PCP e do PAN foram rejeitados com os votos contra do Chega, do CDS-PP, da Iniciativa Liberal, do PSD e do PS, mas neste último partido dois deputados optaram por se abster.
Num debate em plenário na quinta-feira sobre imigração, o PS apelou aos partidos a um debate construtivo na especialidade das propostas dos socialistas, com o Governo a garantir que vai prosseguir um rumo de "regulação firme" do fenómeno.
Foi debatida uma apreciação parlamentar do PS ao decreto-lei do Governo que revogou, em junho de 2024, os procedimentos de autorização de residência assentes em manifestações de interesse.
Na apresentação das propostas, que seguirão automaticamente para a comissão da especialidade, o deputado do PS Pedro Delgado Alves desafiou "à disponibilidade para o diálogo e para a construção de soluções seguras e céleres" para a imigração.
"Não se trata de recuperar a figura da manifestação de interesses", frisou, questionando mais tarde se o PSD tem disponibilidade para o debate e para esclarecer com quais das propostas concorda.
Na sua intervenção, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, defendeu a opção do Governo de pôr fim às manifestações de interesses, que considerou "uma das mais importantes decisões sobre a política de imigração".
O governante acrescentou que esta não vai voltar "em nenhuma modalidade" e prometeu que vai continuar um rumo de "regulação firme que permite uma integração eficaz e humanista de quem chega".
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